Filmes, Cultura

Dica de Filme: Lion – Uma Jornada Para Casa

Oi, gente! Antes de ir viajar, consegui assistir quase todos os filmes indicados ao Oscar – e um dos meus preferidos que vi até agora foi Lion, um drama emocionante baseado em uma história real. Como diz o próprio título em português, o filme trata realmente de uma jornada de autoconhecimento em busca da felicidade, de si mesmo, de casa.

Tudo começa quando Saroo (interpretado pelo ator mirim indiano Sunny Pawar, que é a criança mais fofa que eu já vi) se perde de seu irmão mais velho, Guddu, e acaba em um trem que o leva a milhares de quilômetros de distância de sua família. Nas ruas da caótica Calcutá, na Índia, o pequeno Saroo, que não sabe o nome de sua mãe (ele só a chamava de ‘mãe’) e não consegue fazer entender o nome da cidade de onde veio, tenta sobreviver nas ruas e acaba sendo adotado por uma família australiana.

Depois de mostrar toda a trajetória de Saroo até sua adoção, o filme salta alguns anos e mostra o pequeno menininho já crescido, agora interpretado por Dev Patel (ele ganhou uma indicação ao Oscar por ator coadjuvante) e sua vida na Austrália, com seus amorosos pais – a mãe, Sue, é interpretada por Nicole Kidman, que também foi indicada ao Oscar e está em uma de suas melhores atuações dos últimos tempos – e seu irmão Mantosh, também adotado. Mas Saroo não se sente completo e, apenas com lembranças de sua infância e uma bela de uma ajuda da tecnologia, vai atrás do caminho de sua casa e de sua família biológica.

 

O longa também chama atenção de uma triste realidade: Saroo é uma das 80 mil crianças que desaparecem por ano na Índia. É impossível não se comover e não se emocionar com Lion – ah, no final do filme vocês vão descobrir o por quê deste nome…

Beijos,

Luisa

24 mar 2017
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Livros, Cultura

Dica de Leitura: É isso que eu faço

Um dos livros que mais amei ultimamente foi a autobiografia É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra (Editora Intrínseca), escrita por Lynsey Addario, uma das fotojornalistas mais bem-sucedidas da atualidade. Lynsey nasceu nos Estados Unidos e seus trabalhos são regularmente publicados no The New York Times, revista Time e National Geographic.

Lynsey começou a atuar como fotojornalista há duas décadas, e é muito interessante acompanhar sua trajetória no livro, desde o momento que ela pegou em uma câmera fotográfica pela primeira vez. Mesmo quando era uma mera amadora, ela nunca sonhou em ser qualquer fotojornalista: tinha paixão por viajar para lugares exóticos, sede por adrenalina, interesse em se emergir em diferentes culturas e também mostrar a realidade – seja do Afeganistão, Iraque, Líbia, Darfur e Congo – para o mundo. Lynsey é uma fotojornalista de guerra e sua profissão exige que ela esteja presente em todos os principais conflitos do mundo inteiro – sim, colocando a vida em risco, abrindo mão do previsibilidade e do conforto e vendo cenas terríveis para conseguir uma foto sensacional. Como ela diz no livro: “Quando volto para casa e avalio meus riscos de forma racional, as escolhas de tornam difíceis. Mas, quando estou fazendo meu trabalho, me sinto viva e eu mesma. Tenho certeza que existem outras versões da felicidade, mas essa é a minha”.

A autora narra, de forma envolvente, todas as lembranças de sua vida profissional e pessoal e o constante conflito entre as duas. Eu, que tenho uma verdadeira paixão por fotografia, fiquei fascinada com o modo que Lynsey fotografa: ela conversa com as pessoas, quer conhecer e entender a cultura local – ela sabe que possui uma mentalidade totalmente diferente da oriental e dá o seu máximo para retratar as pessoas de forma honesta, como elas realmente são. Além de me divertir, me deixar nervosa (sim, tem momentos muito tensos) e me emocionar, o livro me ajudou a “abrir” a cabeça para muitas coisas – e a ter mais vontade de viajar ainda, haha!

É inspiradora a paixão que Lynsey tem pelo seu trabalho, sua perseverança em situações difíceis, e sua mentalidade de nunca desistir.

O livro é lotado de imagens, fotografias tiradas por Lynsey que complementam a história. 

O diretor Steven Spielberg vai dirigir ninguém menos que Jennifer Lawrence na adaptação do livro para o cinema. Já estou animada!

Beijos,

Luisa

02 mar 2017
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Filmes, Cultura

Filmes que quero assistir

Oi, gente! Já perceberam que vários filmes bons estreiam só no finalzinho no ano ou no começo do outro? Essa época é estratégica para os estúdios por conta da proximidade da temporada de premiações: Oscar, Globo de Ouro, SAG Awards, entre outros – por isso, fiquem de olho nas estreias dos cinemas dessas próximas semanas, porque vem vários filmes ótimos por aí! Por enquanto, estou louca para assistir esses três:

La La Land: Cantando Estações

 

O diretor Damien Chazelle (do ótimo Whiplash – Em Busca da Perfeição) inovou ao criar um filme de gênero musical, também trazendo elementos da vida real – um risco que, pelo menos de acordo com os críticos, deu muito certo. A história de La La Land se passa, claro, na cidade de Los Angeles, e traz as estrelas Emma Stone e Ryan Gosling (<3) nos papeis principais: ela, Mia, uma atendente de um café aspirante a atriz; ele, Sebastian, pianista de jazz talentoso mas mal sucedido. A história de amor é uma homenagem à “era de ouro” dos musicais Hollywoodianos e já rendeu várias indicações às premiações e um prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza para a Emma Stone. Não sou a maior fã de musicais, mas li que o filme é tão encantador e diferente dos que estamos vendo por aí que estou com muita vontade de assistir (e confesso, ver o Ryan Gosling cantar também)!

Estreia: 19 de janeiro

Jackie

 

O drama biográfico Jackie traz um retrato íntimo da icônica primeira-dama americana Jacqueline Bouvier Kennedy, interpretada com maestria pela sempre maravilhosa Natalie Portman. O filme a acompanha de luto, nos dias que sucederam o trágico assassinato do então presidente John F. Kennedy, e foi baseado na conversa de Jackie com um jornalista apenas uma semana após o acontecimento, em 22 de novembro de 1963. É realmente incrível ver a semelhança da Natalie com a ex-primeira-dama – segundo os críticos, é aquele tipo de filme sustentado inteiramente pela performance da atriz principal – e o interessante é que, nas filmagens, eles utilizaram várias imagens reais de arquivos em contraste com os closes da protagonista. Será que o segundo Oscar dela vem por aí?

Estreia: 9 de fevereiro

Fences

 

O que dizer de um filme que já me emocionou com o trailer? Fences, adaptação da aclamada peça de teatro do mesmo nome, reúne um elenco de peso: os protagonistas Denzel Washington (que também é o diretor) e a incrível Viola Davis são apenas alguns dos atores que reprisam seus papeis da peça da Broadway. O drama narra a história de uma família de Pittsburgh na década de 50 e é centrada em Troy (Washington), catador de lixo que desconta suas frustrações na família, após ter sido um promissor jogador de baseball que não teve chances de evoluir na carreira por conta da discriminação racial. Os críticos praticamente já deram o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para a Viola e prevejo muitos outros prêmios por aí!

Estreia: Ainda não definida

Gostaram? Lembrando que o Globo de Ouro será no próximo domingo, mesmo que não vai dar para assistir os filmes até lá 🙁

Beijos,

Luisa

02 jan 2017
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Livros, Cultura

Dica de Leitura: Para Poder Viver

Já falei para vocês mil vezes o quanto eu estou viciada no meu Kindle, né? Eu sempre amei ler, mas com a facilidade de levar o e-reader para todos os lugares, estou lendo muito mais agora! 🙂

Um dos primeiros livros que eu li no meu Kindle foi o Para Poder Viver: A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade, de Yeonmi Park. Estou em uma fase de autobiografias ultimamente, e essa é uma daquelas de narrativa fácil e cativante, que não dá para parar de ler, sabem? Terminei o livro em 3 dias!

parapoderviver

Yeonmi pode ter apenas 23 anos hoje, mas mesmo antes dos 21, acumulou tantas experiências que já é autora de sua própria biografia. Nascida em Hyesan, na Coreia do Norte, filha de pais carinhosos e com uma irmã mais velha, Yeonmi fugiu de seu país com apenas 13 anos para, como o nome do livro diz, “poder viver” – fugir da miséria, da fome, das doenças e do governo repressor, autoritário e ditatorial. Por não permitir a troca de informações de dentro do país para fora e vice-versa, sabemos muito pouco da vida norte-coreana e, na primeira parte do livro, Yeonmi narra com detalhes sua infância no país mais fechado do mundo: a cultura extremamente patriarcal, a ausência total de liberdade de expressão, a crença que o líder do país tinha poderes sobrenaturais, o contato real entre as pessoas, já que aparelhos eletrônicos não existem.

Quando enfim deixa a Coreia do Norte, a liberdade não vem fácil para Yeonmi. Ela passa por traficantes e contrabandistas de pessoas na China e a uma travessia arriscada no deserto de Gobi, na Mongólia. Sua perseverança e força são invejáveis, e Yeonmi escreve um livro cativante, emocionante e que nos abre os olhos para uma outra realidade. Indico mil vezes!

Beijos,

Luisa

13 dez 2016
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