Cultura

Dica de Seriado: The Handmaid’s Tale

Pensem em uma série que eu todos deveriam assistir: essa é The Handmaid’s Tale, baseada no livro O Conto da Aia (essa é a tradução do título em português), publicado em 1985 por Margaret Atwood. Criticamente aclamada, “varreu” o Emmy Awards e levou os prêmios de melhor série dramática, melhor atriz em série dramática (Elizabeth Moss), melhor atriz coadjuvante em série dramática (Ann Dowd), melhor atriz convidada em série dramática (Alexis Bledel), melhor direção e melhor roteiro. Ufa!

A série é ambientada em um futuro distópico, em um Estados Unidos que não é mais Estados Unidos. É totalmente impactante e chocante, mesmo – para vocês terem noção, eu não conseguia assistir episódios seguidos! Handmaid’s Tale te faz pensar e refletir, por isso é tão importante.

Elizabeth Moss (June) e Alexis Bledel (Emily) – maravilhosas!

Depois de um golpe de estado, um território dos Estados Unidos se tornou a República de Gilead, governada por um regime totalitário e dominado pela religião. Nessa nova ordem social, as mulheres não tem permissão para trabalhar, possuir propriedades, andarem sozinhas e nem mesmo a ler. Elas perdem seus nomes, suas identidades e seus próprios filhos. Por conta de uma crise de fertilidade mundial, os líderes de Gilead dividiram as mulheres em castas: uma delas são as das chamadas aias (ou handmaids), mulheres férteis que se tornam meras reprodutoras e tem a função de servir a uma das famílias poderosas e dar-lhes um filho. Uma vez cumprido o “ritual”, elas vão a outra casa, e assim por diante.

June, interpretada pela incrível Elizabeth Moss, se torna uma das aias – agora o nome dela agora é Offred (Of Fred, ou “do Fred”, nome de seu mestre) e a história é contada sob o ponto de vista dela, por meio de flashbacks. June tinha um marido e uma filha que foram tirados dela, e agora ela tem que lutar para sobreviver em Gilead e, por mais que tentem fazê-la esquecer, lembrar-se constantemente de quem ela é. Mais do que um drama, Handmaid’s Tale é uma história de resistência.

 

As atuações, os diálogos, a fotografia, tudo na série é muito bem pensado. O tema, não preciso nem dizer o quanto é relevante: o que mais choca na série é que tudo se passa hoje, no tempo atual. E será que é assim tão diferente da realidade? Repressão das mulheres, totalitarismo, patriarcado… podemos encontrar paralelos aqui no Brasil, na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos.

Enfim, assistam a série! Nos Estados Unidos, ela é transmitida pela plataforma de streaming Hulu, que infelizmente ainda não está disponível no Brasil. No Brasil, ela será exibida pelo Paramount Channel no início de 2018.

Beijos,

Luisa

05 out 2017
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Moda, Cultura

Dica de Série: Girlboss + Mood no iLove

Oi, gente! No momento eu estou, igual muita gente, louca para assistir a série 13 Reasons Why do Netflix (quem aí está assistindo?) e já super animada para a estreia de Girlboss, no próximo dia 21. Inspirada no livro best seller autobiográfico de mesmo nome – que eu li e amei, super indico! – de Sophia Amoruso, fundadora do e-commerce de roupas e acessórios Nasty Gal, a série terá 13 episódios e foi produzida por ninguém menos que Charlize Theron.

 

A série é centrada em Sophia, interpretada pela atriz Britt Robertson, que tem uma paixão por moda e começa a vender roupas vintage customizadas no Ebay. A partir daí, constrói um império multimilionário da moda – a Nasty Gal – detalhe, com apenas 28 anos! Podem esperar figurinos incríveis e muito empoderamento feminino em Girlboss!

Aproveitando essa vibe Girl Power, meu e-commerce queridinho iLove fez uma curadoria especial no #mood Girl Bosses com mulheres super inspiradoras do momento: Leandra Medine, Emily Weiss e a própria Sophia Amoruso. Tem um look mais incrível que o outro, olhem só meus preferidos:

 

Camisa Adrien Cris Barros | Saia plissada AMARO | Brinco Croma Lool

Blusa tricô Costume | Jeans pantalona Levi’s | Sandália Lace-up Arezzo

Gostaram? Não esqueçam de conferir mais peças incríveis (tem até objetos de decoração) no mood Girlboss do iLove! 

Beijos,

Luisa

07 abr 2017
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Filmes, Cultura

Dica de Seriado: The Fall

Oi! Na minha lista do amor de junho (quem ainda não viu o vídeo no meu canal, assista!) eu comentei que meu seriado preferido do mês foi The Fall, que eu descobri no Netflix enquanto procurava outra série para viciar durante a espera da próxima temporada de Game of Thrones, haha! Tem mais alguém aí nessa situação?

É uma série policial, mas não esperem muitos tiros e cenas de ação: The Fall é muito mais um suspense psicológico do que qualquer coisa, com muito diálogo e uma atmosfera bem dark. Acho que tem a ver com o fato de que não é uma série americana e sim britânica, produzida pela BBC, por isso tudo ocorre de forma mais lenta e também, mais real, na minha opinião. Não que eu não ame séries policiais americanas – sou viciada em Criminal Minds e Law & Order!

the fall

A série é ambientada na violenta Belfast, capital da Irlanda do Norte, onde a detetive Stella Gibson (Gillian Anderson, de Arquivo X) é chamada de Londres para solucionar um crime que os despreparados, inexperientes e corruptos policiais e investigadores da cidade não consegue solucionar. Quando é claro que um serial killer que mata jovens mulheres bem-sucedidas está à solta, ela e a equipe se debruçam no caso para encontrar o psicopata. Stella, para mim, é o ponto alto da série: uma mulher forte, calculista e inteligente, ciente de si mesma e de sua feminilidade, mostrando a que veio em um universo predominantemente masculino.

O assassino, por sua vez, é revelado desde o primeiro episódio: Paul Spector (Jamie Dornan, que me surpreendeu no papel!), um psicólogo que vive uma vida aparentemente pacata com sua mulher e dois filhos. A série mergulha na personalidade fria e dúbia do serial killer, e o acompanha desde o momento que ele está fazendo café da manhã para sua filha até quando ele está escolhendo a vítima daquela noite.

Não consegui achar o trailer legendado 🙁

É uma série que se preocupa muito mais no desenvolvimento psicológico dos seus personagens do que por cenas de efeito – como eu disse, não tem nada de correria, a narrativa é lenta e muito, muito tensa! Outro ponto muito interessante é a questão da misoginia, que, na minha opinião é o foco de The Fall desde seu primeiro episódio, quando uma jovem mulher não é levada a sério por policiais e, adivinhem – é morta no dia seguinte.

Façam maratona de Netflix no final de semana e me contem se gostaram!

Beijos,

Luisa

28 jul 2016
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Blog, Cultura

Nova Série: Scream Queens

Confesso que desde o primeiro teaser de Scream Queens eu estava contando os dias para a estreia da nova série criada por Ryan Murphy (o nome por trás de sucessos como “Glee” e “American Horror Story”), que prometia ser uma mistura de “Meninas Malvadas” e “Pânico”. Receita para um vício, né? Dêem uma olhada no vídeo promocional e vamos para as minhas primeiras impressões:

Intercalada por momentos de comédia e terror, a série se passa na Universidade Wallace, onde fica a Fraternidade Kappa Kappa Tau, a mais cobiçada do campus e liderada à mãos de ferro por Chanel Oberlin, a.k.a Chanel no. 1 (interpretada por Emma Roberts.) Chanel e suas “minions” tem um piti quando a nova reitora da universidade, Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que qualquer aluna poderá se inscrever para participar da fraternidade – o que significa que uma garota que usa colete para escoliose (vivida por Lea Michele), uma surda que ama Taylor Swift (chamada carinhosamente de “Taylor Swift surda” por Chanel), uma vlogger de velas (chorei de rir) e Grace (Skyler Samuels), a “mocinha” da história que quer fazer parte da fraternidade por causa da sua mãe, são candidatas. O que se segue é muito bullying e sangue, já que um misterioso serial killer está a solta no campus e, pelo que parece, o alvo é a Kappa Kappa Tau.

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“Scream Queens” é repleta de deboches, cinismo e piadas ofensivas e a Regina George da série, Chanel no. 1, é racista e má, e algumas vezes até fiquei com vergonha de mim mesma de rir das coisas que ela fazia, sabem? Antes de todo mundo começar a assistir, é importante saber que o exagero é marca registrada de Ryan Murphy e que por trás de todos os esteriótipos da série existem críticas – peguei muitas à geração dos “Millenials”, ambiciosos e fanáticos por tecnologia. É um tipo de humor sádico e trashy que não é para todo mundo, mas eu super me diverti e já viciei, gente!

gifscreamqueens

Quem já assistiu? Me contem o que acharam!

Scream Queens: Terças-feiras às 00:00, na Fox (simultâneo com os EUA)

Beijos,

Luisa

01 out 2015
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