Viagens, Lifestyle

Roteiro: 72 horas em Praga

Como eu já disse no meu post com dicas de restaurantes de Praga, eu fiquei completamente encantada pela cidade. Praga é única e mágica – sua arquitetura gótica, seus parques, pontes pitorescas, comida deliciosa, os tijolinhos vermelhos… quem ainda não foi e tiver a oportunidade, vá conhecer!

Eu fiquei 4 noites em Praga (foram 3 dias inteiros) e acho que deu pra conhecer a cidade super bem! O serviço de transporte público é ótimo e o Uber também funciona por lá, mas o centro é bem pequeno e o legal é bater perna mesmo para conhecer melhor a cidade. Apesar de fazer parte da União Europeia, a República Tcheca utiliza as coroas tchecas como a sua moeda – recomendo levar euros e trocar por lá mesmo (no aeroporto tem várias casas de câmbio).

  • Dia 01

Restaurante Eska, uma das paradas do food tour que vale a visita!

 

Food Tour

Sempre quando viajo para um país não muito conhecido, gosto de fazer um food tour no primeiro dia! Acho que conhecer as comidas típicas de um país, junto com um local, são uma ótima (e deliciosa) maneira de se aprofundar mais na cultura do lugar. Em Praga, nós fizemos o food tour Taste of Prague (escolhemos o Prague Foodie Tour) e foi incrível! Nossa guia, Karolina, foi sensacional e nos levou a vários restaurantes incríveis, nos explicou mais sobre a história e costumes tchecos… recomendo de olhos fechados! Ele é quase todo feito a pé – o legal é que dá pra ir conhecendo a cidade também – e dura aproximadamente 4 horas. O custo é de 2,700 CZK (aproximadamente 105 euros).

Monumento Nacional em Vítkov

O Monumento Nacional fica em uma colina chamada Vítkov – tem uma boa subida, mas a vista lá de cima, que dá para toda a cidade, vale a pena! O monumento foi construído em homenagem ao comandante da Guerra Civil da Boêmia Jan Zizka, mas teve seu propósito desviado quando os comunistas tomaram o poder. Hoje, o lugar é considerado uma homenagem à história da República Tcheca. Eu não entrei no memorial, mas para quem se interessar, os horários estão disponíveis aqui. Vale a pena dar uma volta pelos arredores – o  Zizkov é considerado o bairro boêmio da cidade e foi revitalizado há pouco tempo.

Na Prikope

Localizada na cidade nova, a Na Prikope é a principal rua de comércio da cidade. É bem cheia de turistas, mas tem que visitar, né? A rua dá na Praça Venceslau, o centro mais frequentado e movimentado da cidade. Termine o dia com um jantar no Café Savoy – como você come muito no food tour, esse restaurante super tradicional tem opções mais leves e deliciosas, como steak tartare e sopas! Ah, e sobremesas deliciosas também, porque ninguém é de ferro!

  • Dia 02

Eu e Mamy, e a Ponte Carlos de fundo!

 

Castelo de Praga

Comece a manhã do segundo dia conhecendo o Castelo de Praga, que não é bem um castelo, e sim um verdadeiro complexo com palácios, igrejas e museus. Nós seguimos o conselho da concierge do Four Seasons Prague e pegamos a fila que fica atrás do castelo, que é bem menor #ficaadica! Nós compramos o ingresso com o circuito B, que custou 250 CZK (aproximadamente 9,80 euros) e inclui visitas a Catedral de São Vito, Palácio Real, Basílica de São Jorge, e Golden Lane (o site tem várias informações).

Malá Strana

O passeio ao castelo dura uma manhã inteira, e eu super recomendo uma visita ao bairro Malá Strana depois, que fica pelos arredores e é um dos mais charmosos e antigos de Praga. Dá para almoçar por ali mesmo, no Lokal, que imita os restaurantes da era comunista. Não deixem de visitar as várias lojinhas que tem por ali – eu adorei visitar a Cihelna, loja conceito que só vende trabalhos de designers tchecos.

 

Ponte Carlos

A Ponte Carlos, a mais antiga de Praga e o símbolo da capital, atravessa o Rio Vltava da Cidade Velha até a Cidade Pequena. A vista dali é incrível e rende várias fotos – se conseguir driblar o mar de turistas, haha! A ponta foi construída no estilo gótico e está decorada com 30 estátuas em ambos os lados, que representam santos e patronos da época. Finalize o dia no bairro Zizkov, jantando no restaurante Eska, um dos meus preferidos! É um pouco longe do centro, mas dá para chegar lá de Uber.

 

  • Dia 03

A “Pequena Veneza” de Praga

 

Praça da Cidade Velha

É o coração da Cidade Velha, lotada de atrações turísticas. A rua Celetná tem vários prédios históricos; a Casa Municipal é a construção mais importante do estilo Art Nouveau; e a Igreja de São Nicolas também vale a visita. E claro, não deixe de ver a Old Town Hall Tower, com seu relógio astronômico.

Bairro Judeu

Para o almoço, recomendo o Café Imperial ou o Next Door by Imperial – os dois restaurantes ficam em frente ao outro e são do mesmo chef, o mais famoso do país. Depois, não deixe de dar uma volta no Bairro Judeu, que fica nos arredores e é bem bonito! Se tiver tempo, visitem as sinagogas, que são bem famosas.

Pequena Veneza/John Lennon Wall/Parque Kampa

As ramificações do Rio Vltava deram origem a “Pequena Veneza” de Praga, uma região da cidade com os canais. Os arredores são bem calmos e com bem menos turistas que outras partes do centro! De lá, vale a pena conhecer a John Lennon Wall, que tem uma história bem interessante (na época do comunismo, os jovens picharam a parede com frases do John Lennon, que permanece lá até hoje) e o Parque Kampa, bastante frequentado pelos locais. Antes, confira as atrações do Museu Kampa, que fica dentro do parque – visitamos a exposição do Manolo Blahnik e valeu super a pena!

Ponte Carlos a noite

Praga é ainda mais bonita durante a noite. A sensação de andar na Ponte Carlos ao anoitecer é indescritível! Encerre sua estadia em uma das cidades mais bonitas do mundo no restaurante Cottocrudo, que fica no hotel Four Seasons Prague, onde me hospedei. Me apaixonei pela culinária tcheca, mas confesso que senti falta de um italiano no último dia, haha!

 

Gostaram das dicas? O que vocês acharam desse tipo de post?

Beijos,

Luisa

06 nov 2017
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Viagens, Lifestyle

Dicas de Restaurantes em Praga

Ainda estou em Portugal, mas há alguns dias atrás começava uma viagem incrível que fiz com a minha mãe e a minha irmã! Nosso primeiro destino foi Praga, capital da República Tcheca, que fica no leste europeu. A cidade já está na minha lista de lugares para voltar: Praga é linda (parece de brinquedo), super bem cuidada, com pessoas educadas, preços justos (é mais barata se comparada com outras capitais da Europa), arquitetura de cair o queixo, história muito interessante e culinária maravilhosa! Tenho várias dicas para compartilhar com vocês e vou começar pelos restaurantes:

Lokal

Na época em que a República Tcheca (na época, Tchecoslováquia) era um país comunista, todos os restaurantes eram iguais e deveriam servir a mesma comida. O Lokal, bem conhecido na capital (tem 3 pela cidade, se não me engano) imita os restaurantes dessa era, tanto na decoração quanto no cardápio! O menú é lotado de pratos típicos tchecos – desde a sopa de repolho (sei que parece ruim, mas é incrível!), o schnitzel (carne de porco frita na manteiga), queijo empanado com molho tártaro e, claro, a cerveja! A cerveja do Lokal é famosa e produzida de forma super artesanal.

Next Door by Imperial

Um dos meus restaurantes preferidos da viagem, o Next Door by Imperial, do chef tcheco Zdenek Pohlreich (ele é tipo uma celebridade por lá!) é descrito como um “moderno bistrô tcheco” e serve clássicos da culinária local. Eu pedi um braised beef (carne cozinhada lentamente) com molho de cranberry – maravilhoso – mas o destaque é o pato servido com dumpling de batatas, que minha mãe e minha irmã pediram! O chef também tem outro restaurante que vale a visita, o Café Imperial, que fica do outro lado da rua – o ambiente dos dois lugares é incrível, são prédios super antigos! Preço médio: cerca de

Eska

Nós amamos tanto esse lugar que fomos no Food Tour (vou fazer outro post contando tudo pra vocês!) que fomos jantar lá outro dia! O Eska fica em um bairro considerado hipster de Praga, um pouco afastado do centro e tem um estilo industrial, bem moderno e clean. A filosofia do restaurante é combinar o antigo com o novo: utilizar os ingredientes clássicos da culinária tcheca, com seus velhos métodos, e apresentar tudo isso de forma moderna. Vamos para os destaques: a entrada de pimentão recheado e, para os pratos principais, um tipo de “risoto” com grão fermentado de trigo e cogumelos e a batata assada no carvão. O menú muda sempre, de acordo com a disponibilidade dos ingredientes!

Cottocrudo

Nossa guia do food tour nos explicou que, depois da era do comunismo, a população queria comer tudo menos comida tcheca – o que explica os vários restaurantes italianos da cidade. O Cottocrudo, que fica no hotel Four Seasons Prague (que nós nos hospedamos) tem um ambiente incrível e oferece um cardápio tradicionalmente italiano com um toque moderno. Amei as entradas “crudas” (cruas) – pedimos um carpaccio de peixe que estava divino – e, de prato principal, o filet com fois gras (eles comem muito por lá), ravioli e alcachofra… me deu fome!

Café Savoy

O Café Savoy é um restaurante e padaria, ou seja, dá para almoçar, jantar ou ir até lá para comer um docinho e tomar um café no meio da tarde! É um dos cafés mais antigos de Praga (o teto de cair o queixo, no estilo neoclássico, foi construído em 1893) e oferece uma variedade de pratos tchecos com influência francesa. Quando fomos jantar, escolhi o beef tartare – não sabia, mas é um prato bem típico da República Tcheca – e, de sobremesa, comi um doce típico tcheco, vetrník, que é maravilhoso. Ah, o Apfel Strudel de lá foi o melhor que eu já comi na vida, então quem for tem que pedir!

Gostaram das dicas?

Beijos,

Luisa

26 out 2017
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Viagens, Lifestyle

Dicas de Restaurantes em Bangkok

Já falei várias vezes aqui no blog que, desde que fui à Ásia pela primeira vez, me apaixonei pela culinária de lá – e não gente, eles não comem só bichos e insetos! A culinária da Tailândia é famosa, cheia de temperos interessantes, ingredientes fresquíssimos e, por Bangkok (a capital) ser uma cidade multicultural, possui muitas influências externas também. Fiz refeições inesquecíveis por lá! Acho que uma das melhores maneiras de se conhecer uma cultura local é mergulhar na comida, seja na de rua ou jantando em um dos tops restaurantes do mundo!

Comida de Rua – Historic Center tour, da Bangkok Food Tours

Quem for para a Ásia não pode perder a comida de rua de lá, que é incrível. Sem preconceitos, gente! Todas as vezes que fui para lá fiz os famosos food tours, que param em vários restaurantes e barraquinhas de rua – é tudo muito simples, e os sabores são deliciosos. Em Bangkok, fizemos o Historic Center tour com a Bangkok Food Tours e valeu super a pena: além das pausas para a comida (óbvio!), conhecemos alguns lugares históricos da cidade. O passeio dura 4 horas, custa em torno de 30 dólares e inclui guia e todas as refeições. Ah, fiquem tranquilos, porque não tem nada de muito estranho!

Gaggan

O Gaggan, de chef do mesmo nome, é considerado o melhor restaurante da Ásia e o sétimo melhor restaurante do mundo pela World’s 50 Best. Fui lá com uma super expectativa e conseguiu ser ainda melhor do que eu imaginava! A culinária é indiana progressiva (o chef é indiano) com várias influências de outros países asiáticos e oferece uma verdadeira experiência gastronômica: o menú degustação tem 20 pratos (pequenos) com sabores e apresentações inusitadas e surpreendentes. Os amantes da culinária não podem perder! O menú custa em torno de 150 dólares (sem bebidas) e a reserva tem que ser feita com antecedência.

Issaya Siamese Club

O chef do Issaya Siamese Club, Thai Ian Kittichai, é famoso (tipo uma celebridade local mesmo!) e o restaurante serve comida clássica tailandesa com um twist moderno. Foi uma das minhas refeições preferidas da viagem! O ambiente também é um show a parte: fica em uma casa antiga, com vários cômodos e um jardim enorme. Cada prato custa, em média, 20 dólares.

Beijos,

Luisa

04 jul 2017
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Viagens, Lifestyle

Dicas de Viagem – Myanmar

Myanmar foi um dos países mais especiais que já visitei. Sabe quando você vê uma foto na internet e já se apaixona pelo lugar? Então, foi isso que aconteceu quando vi uma foto dos balões sobrevoando Bagan. A partir daí, comecei a sonhar com essa viagem – que me surpreendeu positivamente e foi ainda melhor do que eu esperava. Nesse post, vou dar várias dicas de viagem do Myanmar.

MYANMAR:

Como Myanmar não é um destino muito popular e conhecido, vale uma breve aula de geografia. Myanmar é o maior país do sudeste asiático e faz fronteira com a Tailândia, Bangladesh, Laos e China – daí super enorme diversidade geográfica e cultural. O país foi colônia britânica até a metade do século passado, quando passou a ser governado por uma ditadura militar ferrenha que durou até 2012 e manteve o país fechado para o resto do mundo. A partir de 2012, o país foi aos poucos se abrindo para o mundo exterior e para o turismo – hoje, tem uma variedade de hotéis de todas as faixas de preço, ATMS, a maioria dos restaurantes e hotéis aceita cartão de crédito e a internet é melhor do que em muitos lugares do Brasil! Mas não se engane, Myanmar é um país pobre, muito pobre. Apesar das mudanças e melhorias rápidas, 70% da população vive sem energia elétrica as condições na zona rural do país são precárias. Saneamento básico mesmo nas grandes cidades não é uma realidade, a mortalidade infantil  e taxa de analfabetismo são altas e expectativa de vida baixa (65 anos). Mesmo assim, não é um país perigoso! O maior perigo está nas zonas de conflito político (principalmente nas fronteiras) onde é proibido o turismo. Nas cidades turísticas, as taxas de violência são baixas, e me senti muito segura em todos os momentos. A lingua local é o birmanes, e poucas pessoas falam inglês – mesmo assim, conseguimos nos virar bem, pois são todos muito simpáticos e o google ajuda bastante (não deixe de comprar um chip com internet quando chegar no aeroporto, indico operadoras Telenor ou Ooredoo). A moeda é o kyat (1000 kyats = 1 dólar), e você deve levar notas novas de dólares para trocar no aeroporto. Outro ponto importante para entender o país é compreender sua religiosidade: Myanamar é predominantemente budista, e senti uma energia espiritual muito forte por lá! São milhares de templos, pessoas rezando e monges por toda a parte.

POR QUE IR?

Além das paisagens lindas e diferentes (que vou falar mais para frente) o Myanmar é um dos únicos países da Ásia (o outro país que entra nessa lista é o Butão) onde pude viver uma experiência autêntica. Por ter ficado muito tempo fechado para o mundo exterior, a cultura do Myanmar ainda não foi influenciada pelo mundo ocidental (como aconteceu com a vizinha Tailândia, por exemplo). Lá, é possível ver e sentir os costumes daquele povo de maneira real, e não “turismo mastercard”, sabe? Há uma aura de aventura, de desbravar ao desconhecido, que senti ao visitar o país. Lá, os homens ainda usam saias (longyi, o traje típico), mulheres usam thanaka no rosto (um pó de árvore que parece argila e é usado para se protegerem do sol), e há uma espiritualidade muito grande em cada canto. É um país com uma energia sem igual, me emocionei várias vezes por lá!

COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER PELO PAÍS?

É muito simples conseguir um visto para o Myanmar: basta acessar o site e pedir o visto online. O processo é bem simples, paga-se uma taxa de 50 dólares e o visto é válido por 48 dias. Também tem que ter vacina de febre amarela para entrar no país. Fui para Yangon (principal cidade do país) de Bangkok (Tailândia) de avião, pela Myanmar International. A outra empresa aérea que usei para me locomover pelo país foi a AIR KZB, que tem avião turbo-hélice mas são ótimos (é o mesmo que sempre vôo Londrina-Curitiba). Enfim, pesquisei bastante e recomendo essas duas empresas! As reservas foram feitas pelo próprio site, por cartão de crédito, e recebi as confirmações das passagens por email. As passagens não são baratas, então outro meio de transporte popular é o ônibus – eu não me arrisquei pois as estradas não são muito boas e as distancias são grandes, mas vale a pesquisa se você quer economizar.

YANGON:

Yangon é a antiga capital e maior cidade do país. Como toda cidade grande do sudeste asiático, é uma enorme – e confusa! – mistura de culturas, cheiros, pessoas. Eu, como amo uma confusão, adorei a cidade! Não é uma cidade propriamente “bonita”, mas é muito interessante e tem um dos lugares mais lindos que já visitei, a  Shwedagon Pagoda, um complexo enorme de templos bem no meio da cidade. O que mais me impressionou em Shwedagon, além da gigantesca estupa dourada com quase 100 metros de altura cobertas por placas de ouro do templo principal, foi a importância dela para os Birmaneses e como ela faz parte do seu dia a dia. O complexo é uma verdadeira cidade, com vários templos menores e repleta de birmaneses meditando e orando, mas também passeando, rindo, festejando, comendo… cheguei a conclusão que é uma espécie de “shopping” para eles, no sentido de ser um lugar onde a população vai nos seus momentos de lazer. Eu fui dois dias nessa pagoda, de tanto que amei – um dia, de manhã, onde quase não tinha turistas no local e podemos observar bem a cultura dos bismaneses – e outro dia, a noite, onde vi um por do sol sem igual!

Há várias outras pagodas em Yangon que valem a visita, mas essa é com certeza a mais impressionante! Outro passeio bacana é Yangon é fazer um food tour (a empresa que fiz chama Yangon Food tour, encontrei no google e achei ótimo!), um passeio onde passamos algumas horas no centro da cidade provando as principais comidas de rua locais. O conceito de higiene deles é diferente do nosso, mas amei todas as comidas (não teve nada estranho!) e foi uma ótima maneira de mergulhar na cultura do país. Um Restaurante mais turístico que fui e gostei foi o Mansoon – não deixe de provar o prato típico: Lahpet Thoke, uma “salada”de folhas de chá, amendoim, pimenta, alho, e muitos temperos – é deliciosa!

Um passeio “diferente” que fizemos e amamos foi andar no trem circular de Yangon. Ele dá a volta na cidade inteira e é frequentado pela população local, então é possível conhecer várias áreas da cidade e entender melhor sua cultura. O bilhete custa menos de um real e dura 3 horas. A dica é ir bem cedo (6 ou 8 da manhã). O trem sai da estação central.

Me hospedei no Governor’s House, um hotel incrível que era antiga casa de um politico importante. A “casa” tem estilo colonial, muita madeira, e fica em uma área tranquila, há 15 minutos do centro, em um terreno amplo e com muito verde. É um verdadeiro oásis no meio da cidade, sabe? Eu amei! O café da manhã é dos deuses – sério, tem muitas opções -, o serviço é impecável, me senti uma verdadeira rainha, e a piscina é uma delícia!

BAGAN:

Bagan é a cidade mais turística do Myanmar (é nela a tal foto dos meus sonhos, dos balões!) e, ao chegar lá, é fácil saber o porquê. O lugar é realmente mágico! São mais de dois mil templos antigos espalhados pela “cidade”, que é dividida em três zonas: Nyaung U, Old Bagan e New Bagan. Nos hospedamos em Old Bagan, onde ficam os templos, e o nosso hotel – Aureum Palace –  era literalmente no meio do sitio arqueológico! O serviço do hotel não era dos melhores, mas a vista era incrível. Ah, vale dizer que Old Bagan é longe do “centrinho”, e os taxis são bem caros em Bagan, então uma ida a noite para um restaurante não saia por menos de 30 dólares (só de taxi!). Sobre restaurantes, nossos preferidos foram: The Moon (restaurante vegetariano perto dos templos, ideal para almoço – maravilhoso, fomos duas vezes!) e Sanon (muito bom também, e todo lucro é revertido para capacitar jovens em perigo!).

Mas o que fazer em Bagan? Minha dica é pegar um mapa, alugar uma bicicleta elétrica (parece uma moto, mas é mais leve e elétrica, custa 10 dólares por dia) e se perder pelos templos! Sem guia, sem muito roteiro… é impossível visitar todos os templos, e os mais famosos normalmente nem são os mais legais (valem a visita, mas achei muito mais bacana “explorar” templos sem turistas!). Ver o por do sol de um templo desconhecido, só nós e aquela imensidão, foi um dos momentos mais especiais e marcantes da minha vida! Bagan não é perigosa, é uma cidade turística e as pessoas são amigáveis, então não precisa ter receio… coloque seu lado aventureiro para jogo, vale a pena! Outro passeio imperdível em Bagan é de balão – infelizmente eu deixei para reservar de última hora e não tinha mais lugar, me arrependi muito! Custa bem caro (400 dólares), mas todos que foram dizem que vale a pena!

E aí, se animaram para ir?

Beijos,

Luisa

18 maio 2017
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