Viagens

Experiência no restaurante El Celler de Can Roca

No último dia de viagem, eu e minha família alugamos um carro e fomos a Girona, uma cidade medieval (muito fofa! A catedral vale a visita) localizada a mais ou menos 40 minutos de Barcelona. O objetivo da viagem era um almoço no El Celler de Can Roca, segundo melhor restaurante do mundo, pilotado pelos irmãos Roca: Joan, o chef, Josep, o sommelier, e Jordi, pâtissier. A refeição dura, em média, 4 horas (chegamos a 13h e fomos embora às 17h!!) e é realmente um experiência e tanto!

A reserva é super difícil de conseguir, mas no nosso caso tivemos sorte: um mês antes, entramos no site do El Celler para reservar e claro, estava tudo lotado – mas não desistimos! Colocamos nosso nome na lista de espera e no primeiro dia de viagem, em Roma, minha irmã recebeu um e-mail do restaurante… eles tiveram uma desistência e tinham lugar para a gente! Reservem com o máximo de antecedência (dizem que eles abrem as reservas com 11 meses de antecedência, no primeiro minuto do primeiro dia do mês), mas caso não consigam, vale deixar o nome na lista de espera também.

O restaurante tem dois tipos de menu degustação e escolhemos aquele com mais pratos (14, fora as entradas extras!), disponível se toda a mesa pedir igual. Existe também a opção de fazer a harmonização de cada prato com um vinho específico com um custo a mais, que meu pai e minha mãe pediram e disseram que super vale a pena!

Começamos o almoço já nos impressionando com uma entrada, batizada de O Mundo à Mesa, embrulhada em uma lanterna de papel que se desfaz e revela 5 sabores do mundo que influenciam os irmãos: miniatura de sabores da China, Coreia, Perú, Japão e Tailândia. Uma verdadeira viagem gastronômica!

Depois vem outra entrada, mas desta vez os irmãos Roca propõem uma viagem ao passado deles. O cenário é uma espécie de maquete de papel que traz fotos dos irmãos na infância (Joan sempre perto do fogão, já que os pais são também donos de um restaurante) e pequenos “tapas” desconstruídos – tem até campari em forma de bombom!

A próxima entrada trouxe uma viagem ao fundo do mar. Olhem que apresentação incrível!

A próxima entrada foi uma das minhas preferidas! Sou apaixonada por azeitona e a apresentação do prato é realmente incrível: uma árvore bonsai (de verdade) que leva pendurada azeitonas, que na verdade são sorbets de azeitona. Genial!

Sou apaixonada por trufas, e a próxima entrada trouxe brioches recheio de trufa e uma espécie de “bolinhos” (irmãos Roca, não me matem) também recheados com trufa, que pareciam pequenas pedras – em quase todos os pratos existem referências à natureza.

Agora o menu começou de verdade! O primeiro prato era uma flor de cebola com queijo comté, nozes, pão de noz e noz com caramelo de curry.

Fiquei com um pouco de medo desse prato, que fazia diversas combinação com ostras: ostra com anêmona do mar, maçã, algas, cogumelos… eu não sou nada fã de ostra, mas gostei muito da combinação dos diferentes sabores.

Um dos meus pratos preferidos foi esse lagostim com azeite de baunilha e manteiga torrada. Não consigo explicar em palavras o sabor, que combinava o doce com o salgado com uma delicadeza incrível!

Perceberam que o menu começa com o mar, né? Esse foi o mackerel (um peixe muito consumido no Japão) com um molho de feijões de diferentes fermentações (1, 2 e 4 semanas). É uma combinação inusitada, mas que dá muito certo!

Confesso que esse foi o prato que eu menos gostei! Juro que tem duas coisas que não gosto de comer do mundo: ostras e camarões. Esse próximo prato trazia camarões com vinagre de arroz: o molho era uma delícia, mas não fui com a cara dos camarões, haha! Meus pais e o namorado da minha irmã amaram!

O próximo prato era uma lula com molho de sakê e arroz negro, com tinta de lula. Uma delícia!

Para finalizar os pratos de frutos do mar, mais um peixe delicioso: turbot, chamado de “Rei dos linguados”, com molho de vegetais. Esqueci de tirar fotos desse prato!

Nesse ponto do menu, acaba a viagem ao fundo do mar e começam os pratos da terra. O primeiro é um porco ibérico com pele caramelizada servido com salada de mamão, papaia, pimenta, coentro, maçã e limão. O prato é bem famoso e não decepcionou: o porco derretia na boca e adorei a influência Thai!

Agora vem um prato um tanto quanto polêmico: consommé (caldo, espécie de sopa) de carneiro, acompanhado de língua, cérebro e tripas de carneiro com um vinagrete. É só para os fortes, haha! Tive coragem de experimentar o cérebro e não achei ruim, mas não comeria de novo! Tem que respirar fundo e experimentar mesmo já que está lá, né?

Este é o pombo (não é aquele que vemos pela cidade, é um pombo “diferenciado”, segundo a minha mãe!) acompanhado com fígado de pombo e decoração de chocolate, ponto alto do prato na minha opinião, haha!

Os pratos da terra terminam com uma lebre deliciosa, servida em três diferentes texturas, com molho de frutas vermelhas, raiz de beterraba, alho negro, cacau e areia distilada (?). Mais uma vez a combinação do doce com o salgado!

Depois de servirem um sorbet de framboesa em forma do nariz de Jordi em um palitinho (estranho e muito bom) para limparmos o paladar, começam as sobremesas criadas por ele, que foram, na minha opinião, o ponto alto da noite. A primeira é batizada de “Floresta com Chuva”, une tecnologia e muita criatividade e é genial: o gosto do prato é de terra molhada (de verdade!) e ele te transporta para uma floresta tropical.

A segunda sobremesa, chamada de “Cromatismo Laranja”, vem dentro de uma casca que imita uma pérola. Você a quebra, e dentro vem uma profusão de sabores… laranja, tangerina, cenoura, maracujá, gema de ovos e flores. Minha preferida, sem dúvidas!

Por fim, o último prato, “Caixa de Charuto Cubano”! Jordi uniu ingredientes diversos que lembram o gosto de charuto – chocolate com leite, baunilha, ameixa seca, folha de tabaco e cacau. Foi a que eu mesmo gostei, mas é fascinante como o gosto é o cheiro de um charuto (deu pra entender?), haha!

Depois, eles ainda trouxeram uma infinidade de trufas de chocolate e macarons para acompanharmos com o café. Os pratos são, sim, relativamente pequenos (como de qualquer menu degustação) mas saímos de lá mais do que satisfeitos – você definitivamente não vai passar fome!

Vale a pena? Muito! Custa caro e existe a pequena função de ir até a cidade de Girona, mas é uma experiência realmente inesquecível – comi coisas que nunca imaginei que comeria ou que teria a oportunidade de comer em outro lugar. Além disso, o ambiente e o serviço impecável são um plus!

Alguns pratos são bem diferentes, mas acho que é esse o propósito dos irmãos Roca: se aventurar na culinária de diferentes países e provocar o cliente com surpresas e ingredientes inesperados. Ah, para quem for, não deixem de pedir um tour pela cozinha – os chefs são super educados, conversam, tiram fotos…

Beijos,

Luisa

08 fev 2017
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Viagens, Arte, Cultura

5 Destinos na Espanha

Para quem não sabe, estou embarcando hoje para Barcelona – eu nunca fui para lá e a cidade estava na minha lista de lugares para conhecer desde “Vicky Cristina Barcelona” (um dos meus filmes preferidos!), então nem preciso dizer o quanto estou animada, né? Como vocês vão até cansar de ver posts sobre Barcelona por aqui, andei pesquisando destinos na Espanha tão interessantes quanto os mais conhecidos Barcelona e Madrid, mas um pouco menos conhecidos e frequentados por turistas. Confiram os 5 que escolhi:

Sevilha

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A cidade, que serviu como o cenário de Dorne para a última temporada de Game of Thrones, experimentou um “renascimento” nos últimos anos, graças às renovações no seu centro histórico. Sevilha tem ótimas lojas, arquitetura – o destaque vai para as esculturas modernas “The Mushrooms” (ou “Os Cogumelos”), feitas pelo arquiteto alemão Jurgen Mayer-Hermann, no bairro La Encarnación – e galerias de arte, como a Delimbo.

San Sebastián

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Localizada no País Basco espanhol e banhada pelo Mar da Biscaia, a cidade se destaca, claro, pelas praias (a Zurriola é bem popular entre os locais) e pela gastronomia, que é super elogiada e também democrática: San Sebastián tem desde restaurantes 3 estrelas Michelin, como o Akelare e o Arzak, até os famosos e acessíveis bares de “pintxos” (ou tapas) – o Gandarias e Zeruko são um dos mais famosos.

Segóvia

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A pequena e pitoresca Segovia é uma ótima escolha para um passeio de final de semana para quem estiver no país. Quem for amante de história vai se apaixonar pela cidade: os pontos turísticos principais são as ruínas de um arqueduto romano, a maravilhosa catedral em estilo gótico, conhecida como a “Dama das Catedrais”, e o Alcazár, um enorme palácio fortificado em pedra.

San Lorenzo de El Escorial

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Localizada a uma hora de Madrid e nos pés do Monte Abandos, é também conhecida pela sua arquitetura e história, uma vez que serviu de “refúgio” para muitos membros da Família Real espanhola. O destaque é o Mosteiro El Escorial, um enorme complexo construído a mando de Felipe II que conta com a famosa Real Biblioteca de San Lorenzo de El Escorial, de estilo renascentista com afrescos belíssimos, considerada uma das mais bonitas do mundo.

Navarra

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Dizem os melhores sites de viagem que a cena gastronômica da região de Navarra, que fica na fronteira da Espanha com a França, já começa a rivalizar com a de Barcelona e Madrid. O interessante é que o destaque, por ali, é a culinária vegetariana e fresquíssima por conta da fertilidade do solo, graças à privilegiada localização geográfica da cidade, no vale do Rio Ebro. Em Pamplona, capital da região, a bela Catedral de Santa María é imperdível.

Gostaram dos destinos mais “alternativos”? Por qual cidade vocês se interessaram mais?

Beijos,

Luisa

Fotos: ShutterStock

19 ago 2015
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Viagens

Cartagena – Espanha

Sei que estou de férias em Miami, mas já estou pensando na próxima viagem, haha! Li em uma revista sobre Cartagena, na Espanha (não é da Colômbia! haha) e fiquei super curiosa sobre a cidade, que fica às margens do Mar Mediterrâneo, no sudeste da Espanha.

Linda demais, né? Cartagena preserva o mais antigo e principal porto da Espanha, por isso é um dos principais destinos na rota de cruzeiros – inclusive, vários cruzeiros vindos do Brasil. A cidade é rica em história: foi fundada no século III A.C. e preserva muitas ruínas desse período. Entre as atrações turísticas, vale a pena conhecer a Catedral de Santa Maria, o Teatro Romano e o Museu Arqueológico Municipal. Cartagena também tem a maior lagoa da Europa, chamada de Mar Menor. Além da história, a cidade também é rica em gastronomia: peixes e frutos do mar são comuns na região.

Gostaram das dicas?

Beijos,

Luisa

22 jul 2013
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