Filmes, Cultura

Dica de Seriado: The Fall

Oi! Na minha lista do amor de junho (quem ainda não viu o vídeo no meu canal, assista!) eu comentei que meu seriado preferido do mês foi The Fall, que eu descobri no Netflix enquanto procurava outra série para viciar durante a espera da próxima temporada de Game of Thrones, haha! Tem mais alguém aí nessa situação?

É uma série policial, mas não esperem muitos tiros e cenas de ação: The Fall é muito mais um suspense psicológico do que qualquer coisa, com muito diálogo e uma atmosfera bem dark. Acho que tem a ver com o fato de que não é uma série americana e sim britânica, produzida pela BBC, por isso tudo ocorre de forma mais lenta e também, mais real, na minha opinião. Não que eu não ame séries policiais americanas – sou viciada em Criminal Minds e Law & Order!

the fall

A série é ambientada na violenta Belfast, capital da Irlanda do Norte, onde a detetive Stella Gibson (Gillian Anderson, de Arquivo X) é chamada de Londres para solucionar um crime que os despreparados, inexperientes e corruptos policiais e investigadores da cidade não consegue solucionar. Quando é claro que um serial killer que mata jovens mulheres bem-sucedidas está à solta, ela e a equipe se debruçam no caso para encontrar o psicopata. Stella, para mim, é o ponto alto da série: uma mulher forte, calculista e inteligente, ciente de si mesma e de sua feminilidade, mostrando a que veio em um universo predominantemente masculino.

O assassino, por sua vez, é revelado desde o primeiro episódio: Paul Spector (Jamie Dornan, que me surpreendeu no papel!), um psicólogo que vive uma vida aparentemente pacata com sua mulher e dois filhos. A série mergulha na personalidade fria e dúbia do serial killer, e o acompanha desde o momento que ele está fazendo café da manhã para sua filha até quando ele está escolhendo a vítima daquela noite.

Não consegui achar o trailer legendado 🙁

É uma série que se preocupa muito mais no desenvolvimento psicológico dos seus personagens do que por cenas de efeito – como eu disse, não tem nada de correria, a narrativa é lenta e muito, muito tensa! Outro ponto muito interessante é a questão da misoginia, que, na minha opinião é o foco de The Fall desde seu primeiro episódio, quando uma jovem mulher não é levada a sério por policiais e, adivinhem – é morta no dia seguinte.

Façam maratona de Netflix no final de semana e me contem se gostaram!

Beijos,

Luisa

28 jul 2016
Comente
Compartilhe

Me siga no Instagram: @luisa.accorsi

Filmes, Cultura

Dica de Seriado: Mr Robot

Vocês já ouviram falar de Mr. Robot? A série americana acaba de estreiar na televisão brasileira: passa no canal Space, de segunda a quinta,  às 21:00 horas.

mrrobot-key-art

Assisti os primeiros episódios e gostei bastante! O protagonista da série é Eliott, interpretado pelo ator Rami Malek – eu quase fiquei louca tentando lembrar que filme ele tinha feito, por isso já vou ajudar vocês: foi Uma Noite no Museu. Elliot trabalha na Allsafe, uma empresa de segurança cibernética para grandes corporações, e é extremamente bom no que faz. Porém, sofre de transtorno de ansiedade social, o que traz grandes problemas para sua vida pessoal, como um vício em morfina… Enfim, perceberam que ele é um daqueles personagens bem complexos, né!? Na história, Elliot é contratado por uma organização de anarquistas que precisam dele para hackear a Evil Corp, empresa líder em tecnologia e cliente da Allsafe. É aí que a trama se desenrola e fica cada vez mais interessante! Não vejo a hora de assistir o próximo episódio!

PS: A série está avaliada em 8,9 no IMDB. É gente, parece que vou me viciar em mais uma série!

Beijos,

Lu

06 nov 2015
Comente
Compartilhe

Me acompanhe no YouTube!

Blog, Cultura

Nova Série: Scream Queens

Confesso que desde o primeiro teaser de Scream Queens eu estava contando os dias para a estreia da nova série criada por Ryan Murphy (o nome por trás de sucessos como “Glee” e “American Horror Story”), que prometia ser uma mistura de “Meninas Malvadas” e “Pânico”. Receita para um vício, né? Dêem uma olhada no vídeo promocional e vamos para as minhas primeiras impressões:

Intercalada por momentos de comédia e terror, a série se passa na Universidade Wallace, onde fica a Fraternidade Kappa Kappa Tau, a mais cobiçada do campus e liderada à mãos de ferro por Chanel Oberlin, a.k.a Chanel no. 1 (interpretada por Emma Roberts.) Chanel e suas “minions” tem um piti quando a nova reitora da universidade, Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que qualquer aluna poderá se inscrever para participar da fraternidade – o que significa que uma garota que usa colete para escoliose (vivida por Lea Michele), uma surda que ama Taylor Swift (chamada carinhosamente de “Taylor Swift surda” por Chanel), uma vlogger de velas (chorei de rir) e Grace (Skyler Samuels), a “mocinha” da história que quer fazer parte da fraternidade por causa da sua mãe, são candidatas. O que se segue é muito bullying e sangue, já que um misterioso serial killer está a solta no campus e, pelo que parece, o alvo é a Kappa Kappa Tau.

queensgif

“Scream Queens” é repleta de deboches, cinismo e piadas ofensivas e a Regina George da série, Chanel no. 1, é racista e má, e algumas vezes até fiquei com vergonha de mim mesma de rir das coisas que ela fazia, sabem? Antes de todo mundo começar a assistir, é importante saber que o exagero é marca registrada de Ryan Murphy e que por trás de todos os esteriótipos da série existem críticas – peguei muitas à geração dos “Millenials”, ambiciosos e fanáticos por tecnologia. É um tipo de humor sádico e trashy que não é para todo mundo, mas eu super me diverti e já viciei, gente!

gifscreamqueens

Quem já assistiu? Me contem o que acharam!

Scream Queens: Terças-feiras às 00:00, na Fox (simultâneo com os EUA)

Beijos,

Luisa

01 out 2015
Comente
Compartilhe

Me siga no Instagram: @luisa.accorsi

Filmes, Cultura

Dica de Série: Narcos

Eu estava super curiosa para conferir a nova série original do Netflix, “Narcos”, que conta com os nomes brasileiros e a dupla de “Tropa de Elite” Wagner Moura (no papel principal) e José Padilha (como produtor). A série foi liberada na última sexta-feira mas já consegui assistir quase todos os episódios da temporada, mesmo sem ter ficado muito em casa – nem preciso falar que amei, né? E olha que o estilo é bem diferente dos seriados que acompanho! #luisaeclética

narcos1

“Narcos” é baseada em fatos reais e Wagner Moura dá vida ao traficante colombiano e chefe do Cartel de Medellín Pablo Escobar, que se tornou um dos homens mais ricos do mundo nas décadas de 80 e 90 – ele chegou, inclusive, a aparecer como os maiores bilionários na lista da revista Forbes! A série retrata vários capítulos da intensa história deste homem poderoso, sem escrúpulos e violento que introduziu a cocaína nos Estados Unidos e chegou a se eleger deputado na Colômbia por conta de sua influência e apelo populista.

Os “mocinhos” da história, por sua vez, são os agentes da DEA (Drug Enforcement Administration) Steve Murphy (interpretado por Boyd Holbrook) e Javier Peña (Pedro Pascal ou, para os fãs de Game of Thrones, Oberyn Martell). Os personagens foram baseados em agentes da agência antidrogas dos Estados Unidos que, na época, se infiltraram na Colômbia como uma tentativa de parar o narcotráfico da região.

Por abordar os conflitos decorrentes do tráfico de drogas e a ascensão do narcotráfico moderno, não se enganem: a trama é bem violenta, gráfica e realista e tem sido comparada à “Breaking Bad” (que já comecei a assistir e não terminei… juro!). O destaque na série é, claro, a figura de Pablo Escobar e a natureza dúplice de sua personalidade: de um lado, ele era um homem cruel, sedento por poder e chefe da organização criminosa mais violenta do mundo e, de outro, conhecido como uma espécie de “Hobin Wood” da Colômbia, que distribuía dinheiro, presentes e construía casas para famílias carentes. Até hoje, Pablo é chamado de El Patron e tem sua foto pendurada na parede das casas das comunidades mais pobres da Colômbia. Gostei muito do modo que a série abordou as duas facetas de forma sutil, sem exageros.

Outro ponto interessante é que a história é contada tanto do ponto de vista dos agentes da DEA como dos colombianos, que falam espanhol e não inglês, diferentemente de vários filmes sobre tráfico de drogas na America Latina – o que faz com que a história fique mais “real”. Wagner Moura, inclusive, aprendeu a língua apenas alguns meses antes do início das gravações, além de ter engordado 20 quilos para o papel!

Assistam e me falem o que acharam!

Beijos,

Luisa

02 set 2015
Comente
Compartilhe

Me acompanhe no YouTube!